Não entendo como alguém consegue escrever um texto a lápis. Estranho o hábito de carimbar verdades no papel aguardando para apagá-las. Palavras devem ser cravadas, ditas para a eternidade.
Não gosto de pessoas em cima do muro, de quem fala “tanto faz”. É preciso ter opinião, dizer com força, afirmar até o fim – mesmo que se esteja errado.
Abdiquei do lápis aos doze anos. Junto à tinta vieram as certezas e a responsabilidade de falar para sempre. Às vezes encontro algum lápis perdido nas gavetas e até brinco de usá-lo. Porque temer o inimigo é pior.
Não simpatizo com o hábito de depender do apontador para expressar as idéias. Tenho um amigo que se esmera tanto apontando o lápis que esquece o que vai escrever. Sinceramente, prefiro palavras tortas, rasuradas, mas espontâneas.

1 response so far ↓
bruna // Junho 11, 2008 às 9:29 pm
gostei deste.
pena que eu própriazinha ja te vi usando lápis, ou seja, isso é uma MENTIRA!!!!!!
hehehehe
BEIJOS!
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